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Bispo lamenta a aprovação do aborto no Chile e pede que Tribunal pense nos mais fracos - 04/08/2017data

O Bispo de Concepción (sul do Chile), Dom Fernando Chomali, “lamentou profundamente” a aprovação do projeto de aborto pelas câmaras de deputados e senadores na quarta-feira, 2 de agosto, e chamou o Tribunal Constitucional a “agir em ciência e consciência, sob a luz da Constituição”.

“Lamento profundamente que tenha sido aprovado o projeto de lei. Acho que não ajuda as mulheres em situações difíceis e abre a porta para o aborto livre, como já aconteceu em muitos lugares do mundo”, manifestou hoje ao Grupo ACI.

De acordo com o documento, o aborto seria aplicável quando “a mulher estiver em perigo de vida”, quando “o embrião ou o feto padece uma patologia congênita adquirida ou genética, incompatível com a vida extrauterina independente, em todo casos de caráter letal”, ou “quando a gravidez acontece depois de uma violação”, descreve o documento.

Este último ponto prepõe o aborto até 12 semanas de gestação. No caso de uma menina de 14 anos, um período de 14 semanas, com a autorização do “representante legal” ou, caso contrário, com a assistência de “um membro da equipe de saúde para solicitar a intervenção do juiz”.

No mesmo dia da aprovação, onze senadores pertencentes a Chile Vamos, coalizão opositora ao governo de Michelle Bachelet, apresentaram um recurso ante o Tribunal Constitucional para que declarasse inconstitucional o projeto de aborto, pois atenta contra a Constituição da República.

Nesse sentido, Dom Chomali chamou o Tribunal Constitucional a “agir em ciência e consciência sob a luz da Constituição do país que protege a vida do nascituro. Tenho muita esperança de que aquelas pessoas que fazem parte pensarão no bem comum e no mais fraco”.

Através de uma coluna no jornal ‘La Tercera’, o Bispo de Concepción manifestou que o tribunal deve fazer “prevalecer o Estado de direito que foi violado – por estreita margem – no campo legislativo e as crianças no número voltem a estar sãs e salvas e os médicos voltem a exercer a medicina segundo as artes médicas e não segundo o mandato da ideologia em turno”.

“Somos muitos os que acreditamos que esta lei fere o Chile profundamente, resolve conflitos reais com a violência ao eliminar um inocente e se fecha à esperança e solidariedade de outros”, expressou.

Enquanto isso, o Bispo de San Bernardo, Dom Juan Ignacio González, expressou no jornal ‘El Mercurio’ que existe o “problema de conhecer a verdade”. “Os representantes do povo encurralaram sua própria capacidade de conhecer a verdade em um tema essencial”.

“A democracia não pode renunciar a um núcleo essencial de verdade ética, que lhe permita afirmar a plena vigência dos direitos de todos os membros da raça humana, sem que um falso pluralismo ou tolerância torne possível a sua transgressão. Nós estamos nesse ponto”, disse Dom González.

“É importante compreender para descobrir os caminhos futuros, porque enquanto parecem vencer os que confiam no formalismo democrático que funda a verdade nas maiorias, também se tornam cada vez mais presentes os que acreditam que a verdade não é resultado da política, mas que a antecede e a ilumina”, manifestou.

 

Fonte: Acidigital

 

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